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Gato Pardo

Para quem não conhecia, saiam enquanto é tempo...Para quem já conheceu, puxem duma cadeira...Vem aí a versão 2.0...

Triângulo das Bermudas, versão Malásia

Ontem, uma amiga sugeriu-me este tópico e realmente tem razão de ser.

 

Onde raio pára a porra do avião da Malaysia Airlines?

 

Portanto, expliquem-me lá uma coisa.

A NSA coloca sobre escuta este mundo e o outro. Temos hackers que "arrombam" literalmente o mundo virtual a seu bel prazer. Temos satélites que conseguem ver a quantidade absurda de manteiga que meto nas minhas torradas. Enviamos sondas para Marte para andarem a fazer de Messi (sim, é uma piada que envolve a expressão "brinca na areia". Se não perceberam à primeira, azar...). Existem aviões furtivos norte americanos capazes de descobrir o diâmetro exacto das nádegas da boazona do 2º andar.

Portanto a questão que se coloca é...

Não conseguimos descobrir uma m*rda de um avião comercial ou os destroços do mesmo?

Mas estão a gozar comigo?

Ok, consideremos que o avião se despenhou no oceano. Amigos, o Cousteau já descobria peixinhos dourados a 20 mil metros de profundidade na tenra idade de 20 anos enquanto batia uma com a mão esquerda e afagava a barba com a direita.

Ok, consideremos então que o avião foi desviado para parte incerta. Existem aplicações para o utilizador comum (não que a Courtney Love seja comum, mas enfim...) ajudar nas buscas via net mas as nações envolvidas não têm tecnologia melhor? Que raio andam eles a fazer? A jogar Angry Birds?

Ridículo...

Temos mesmo tecnologia de ponta...Da ponta da...

Mais que um músico, mais um amigo que parte...

Hoje tive a triste notícia da morte do João Ribas.

Para muita gente, era apenas o vocalista dos Censurados e dos Tara Perdida. Para a malta do bairro de Alvalade, um ícone.

Tive o prazer de o conhecer através de uma amiga comum. Partilhei muitos copos com ele, muita piada javardola, muita risota. Super acessível, um músico excepcional, um letrista como poucos mas acima de tudo, um gajo simples.

Já não tinha notícias do Ribas ia para uns anos. Não era isto que desejava ouvir.

Ribas, continua a partir essa m*rda toda aí do outro lado. Adeus, amigo...

Wanna see my pussy (cat)?

Já tenho a vossa atenção???

Óptimo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pronto, era só isto. Boa noite.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nah, just kidding...

Aos sábados, uns quantos malucos ocasionalmente juntam-se pela tarde para beber umas minis (a pensar em gajas), falar de assuntos super complexos (mais gajas) e dissertar sobre seres de inteligência suprema (novamente gajas...).

Lá foi a tríade (eu, o L. e o J.) ter com o quarto cavaleiro do apocalipse (o P.) a sua casa. Lá chegados, a tradição do costume. Entrar pela porta dentro, ir ao frigorífico tirar uma cerveja e ir para a sala sentarmo-nos no sofá para palrar umas horitas. Mas a tradição hoje foi quebrada.

Ainda ia eu a caminho do frigorífico quando ouço uma voz a dizer "pá, tens uma coisa felpuda estendida no teu sofá!!!"

- É a minha gata, pá!!! Agora sou dono de uma adorável gata!!! - disse o P.

Fui ter com ele com ar pesaroso e disse-lhe...

- Ouve...O teu cágado fugiu quando tinhas quatro anos. O teu hamster afogou-se no aquário do teu peixinho dourado que por sua vez morreu estendido na carpete da tua sala quando tinhas 8 anos. E não nos vamos esquecer que és a única pessoa que conheço que teve um papagaio que fez um voto de silêncio... Já consideraste que talvez (e estou a colocar ênfase no talvez) não sejas uma daquelas pessoas que se dê bem com animais? Just sayin'...

- Não. Ela é adorável. Vais ver que nos vamos dar lindamente. - disse ele com um sorriso nos lábios.

- Se ela não se suicidar primeiro... - disse o J.

A bem da verdade, já não víamos o gajo tão animado desde que Moisés separou as águas do Rio Jordão portanto achámos que mal não lhe podia fazer. O receio era mais pelo bem estar físico da gata que por ele.

A tradição era o pessoal sentar-se no sofá. Mas com uma gata estendida feita carpete em cima dele era um bocado difícil. Ficámos 3 gajos adultos a olhar uns para os outros.

- Bem, alguém vai ter de ir ali e explicar-lhe as regras da casa... - disse o J.

- Pois... - disse eu.

- É bem visto. - disse o L.

E assim se passaram cinco minutos em absoluto silêncio a ver quem era o pobre diabo que tomava a infeliz decisão.

- Porra, tá bem. Eu vou lá... - disse.

- És um gajo de coragem, pá! - disse o L.

- Espera, espera!!! - gritou o J.

- Que foi agora? - perguntei.

- Tens algumas últimas palavras que queiras gravadas na tua lápide? - perguntou ele a rir descontroladamente.

- Tenho. Vai-te f*der... - enquanto lhe estendi um dedo.

- Hum...Esse mau feitio não te vai atrair muitas viúvas... - disse ele.

E lá fui eu, qual condenado a caminho da cadeira eléctrica. Dei a volta à sala, olhei para a gata de todos os ângulos possíveis e imaginários e a tentar perceber como é que raio ia pegar nela, tirá-la dali e colocá-la noutro sítio.

- Então, demoras muito? A cerveja está a ficar quente... - disse o L.

- Ouve, a gata não é um bibelot, porra. Se te achas capaz de fazer isto melhor, força.

O L. avançou determinado, ia para pegar na gata pelo lombo quando ouviu pela primeira vez o rosnar da bicha...Sabem, aquele rosnar que soa a um uivo de lobisomem tipo "tira a mão daí se queres manter os cinco dedos". O L. deu um pulo para trás e estatelou-se no chão.

- Ó P.!!!! Chega lá aqui!!! - gritei.

- Que foi? Que é que foi esse barulho? - perguntou ele enquanto entrava na sala.

- Olha, tenho três notícias para ti. Uma boa e duas más. Quais queres ouvir primero? - perguntei.

- A boa.

- A boa é que o L.  espalhou-se ao comprido e encerou-te o chão.

- E as más?

- As más? A primeira é que não viste. A segunda é que a tua gata não é uma gata...

- Porra, é um gato???

- Não é uma loba da malcata!!! Ia arrancando a cabeça ao L...

- Tás louco. Ela é tão dócil...

E dito isto, a bicha acordou...Abriu os olhos, espreguiçou-se e ficou ali. A olhar para nós os quatro. Fiquei com a nítida sensação que ela avaliou cada um de nós e depois olhou para o P. como que a perguntar "olha lá, quem são estes m*rdas e o que é que eles querem do meu sofá?". E depois desceu do sofá e encaminhou-se para a porta...A porta onde nós estávamos! Afastámo-nos em silêncio para dar passagem à sua alteza gateza e lá foi ela à cozinha.

- Bem, se calhar é melhor ir ver o que ela foi fazer... - disse o P.

Aproveitámos a deixa e sentámo-nos no sofá. Estávamos nós a começar a entrar no modo relax entra novamente o raio da gata na sala. Mas desta vez sentou-se mesmo em frente a nós. Portanto, imaginem a cena. Três homens adultos sentados num sofá de três lugares com as costas encostadas atrás e uma gata a cerca de 50cm sentada a observar e a rosnar baixinho.

- F*da-se, isto parece os almoços em casa da minha sogra... - disse o J.

- A tua sogra rosna? - disse o L.

- Pior. Ladra...Tem ar de dobermann... - retorquiu o J.

Ó P.!!!! PÊ!!!!!! Porra, anda cá, pá!!! - gritei.

O P. à medida que vinha para a sala, a gata afastou-se para um canto da sala com ar mais fofinho deste mundo e do outro. Quando ele entrou, olhou para ela e disse...

- Ai, coisinha mais linda do papá. Quem é a coisinha mais linda do papá? Cutxi cutxi cuuuu.... - enquanto lhe fazia festinhas na barriga.

- Hã... P.... Acho que deves considerar seriamente procurar o contacto de um exorcista... A tua gata faz-me lembrar um filme do Stephen King. - disse-lhe com ar muito sério.

- Esta fofura? Ela lá faz mal a uma mosca...

- Amigo, sério...Não durmas com a porta do quarto aberta... Ou então, compra uma calibre 44, just in case...

Saímos de surdina e fomos para a cozinha respirar...de alívio! Estávamos vivos!!!

Lá conseguimos beber a mini descansados e a tarde terminou mais cedo devido a imprevistos. Despedimo-nos do P. e uma vez deixámos o aviso sobre a possível possessão demoníaca da sua adorada gata ao que ele respondeu...

- Já te disse, a bicha é dócil não faz mal a uma mosca...

Enquanto saíamos, olhei de soslaio para a sala e para a gata que mastigava alegremente alguma coisa verde...Depois é que vi bem!!!

- P... É só para te informar que a tua gata que não faz mal a uma mosca está na tua varanda e acabou de comer uma varejeira king size. Beware, my friend... - disse-lhe.

Eu, o L. e o J. já combinámos. Da próxima vez, trazemos coletes à prova de bala e armaduras Louis XV. Porra!!!

 

Adoro estudos que envolvam sexo feitos por gajos que não têm sexo desde os tempos do Velho Testamento...

Recebi agora um mail que me informa que as mulheres estão sexualmente mais predispostas à loucura aos sábados pelas 23h.

Não é totalmente falso.

Muitas mulheres que conheço são de tal forma saudáveis que estão sexualmente mais predispostas a todas as horas e dias da semana, inclusive aos sábados pelas 23h...

Como sei isto? Porque conheço o sorriso idiota nos lábios dos companheiros...Lucky bastards!!!

Quando é que fazes essa barba, pá?

A minha irmã hoje lembrou-se de me afrontar com esta questão (fica descansada, eu adoro-te na mesma. Mesmo com lixa industrial nº 5).

Lembrei-a dos inúmeros benefícios que ela traz.

A aparência talibanesca que me faz passar por qualquer bombista suicida numa Loja do Cidadão e que ajuda muito a despachar papeladas inúteis. Poupa-me dinheiro gasto em arrumadores porque passo por traficante de droga colombiano. De óculos escuros então, é um must. Ainda me pagam para não aparecem na bagageira de um qualquer Ford Cortina. E talvez o maior benefício de todos, mete muito respeitinho e é sempre tema de conversa quando envolve tentativas de uso de charme feminino.

Nada me move contra os homens que exibem orgulhosamente meio pintelho na ponta do queixo passados 15 dias. Principalmente porque isso não é de homem. É de pré adolescente a quem as hormonas fugiram para a revista Penthouse no quiosque mais próximo.

Hoje ao final da tarde fui ao café do costume. E tal como muitos cafés do costume, a partir de determinadas horas eles fazem aquelas campanhas malucas do género "a gente vende cada bolo a 0,50€ desde que você leve os suficientes para alimentar um pequeno regimento de infantaria na sua cozinha". Ok. Eu até sou um gajo que gosto de devorar um bolito ocasionalmente, lá decidi comprar uns quantos, nem que seja para ajudar ao crescimento do PIB e por acréscimo, ao descalabro do meu índice de massa corporal (e eu que me andava a portar tão bem, porra...). Fui para a fila minding my own business e entra uma fulana toda bitchy disco friday night (eram 5 da tarde e convém recordar, hoje é quinta feira ainda...). E não é que foi logo meter-se à minha frente como se fosse a coisa mais normal do mundo? Bitch, please...

Deixei-me ficar na minha mas a matutar algo tipo "deves estar cá com uma sorte do catano"...Muito bolo a sair, muita gente a ser atendida, muita gente a chegar. Uma senhora entrou e ao ver a confusão perguntou-me...

- Desculpe, quem é a última pessoa da fila?

- É aqui a penetra da Lady Gaga... - respondi.

- DESCULPE? Eu já cá estava quando você chegou... - gritou ela oito oitavas acima da capacidade humana que até o rímel lhe estalou os globos oculares.

- Lamento. Quando você chegou, estacionou aí o autocarro à minha frente para ficar a galar as nádegas do rapazolas que está a ser atendido. No entanto, isso não lhe dá lugar cativo.

- Tem razão. Peço desculpa. Mas é que estou com alguma pressa e não fiz por mal. Mas certamente que o senhor que é uma simpatia não se importará de me ceder o seu lugar...E essa barba fica-lhe lindamente...

Note to myself...Rita Lee...Lança...Lança Perfumeeee....Ok, é uma private joke mas foi o que pensei na altura.

- Lamento, eu e a simpatia não somos assim tão chegados. Chateámo-nos uns anos atrás e ela foi todo para um gajo argentino chamado Francisco que agora é Papa. Esse tipo de charme comigo não pega. Com barba ou sem barba, eu continuo a estar à sua frente.

Pala surdina, obviamente que passei de charmoso a de besta quadrada para baixo num milésimo de segundo.

Conclusão disto tudo?

Dois croissants de doce de ovos, um pastel de nata, um palmier recheado e a convicção que a minha barba é um espectáculo. Ah, e que sou um besta super antipática por não ceder o meu lugar na fila a tias mais apetrechadas que alguns Golfs carregados de néons que andam nas nossas estradas...

 

Há muitos pais para além dos biológicos...

Todos os dias me sinto algo afortunado.

Fui abençoado com alguma beleza, raízes capilares firmes, fácil diálogo e bom sentido de humor. Ou seja, tinha tudo para ter feito uma excelente carreira como porteiro de discoteca. No entanto, a minha vida levou-me por caminhos distintos. E a isso tenho que agradecer às várias figuras paternais que tive na minha vida. Quero destacar duas.

Ao meu avô materno devo-lhe o gosto pelas diversas artes. A arte musical, as letras, a arte de beber um bom whisky ou fumar um bom charuto. Ah, e a arte do imenso vernáculo humorístico que ele continha dentro daquele corpo magricela e esguio. Eu bem que achava estranho com 6 anos ouvir tanta anedota porca sobre o rato Mickey mas ia lá eu questionar o homem...

Ao meu avô paterno devo-lhe o gosto pelas coisas simples da vida. O comer bem, beber melhor, levar a vida com calma suficiente para ser contemplada em toda a sua essência, ser alentejano de alma. Sermos nós mesmos, independentemente das opiniões alheias.

A ambos lhes devo muito do que sou. Foram mais que avôs, foram pais. Pais que partiram cedo demais, que deixaram saudades, apertos no coração.

A ambos digo-lhes apenas que hoje não é o dia deles. Ambos vivem no meu coração todos os dias.

O verdadeiro significado de questão m*rdosa...

O universo feminino debate-se diariamente com loucas quimeras envolvendo os homens.

- Porque raio não vêm com manual de instruções?

- Para quê aturar um homem se tenho um vibrador e 2 pilhas de 9 volts?

- Hum...Atirar o corpo ao rio ou enterrá-lo na mata de Monsanto?

Mas talvez a questão mais estranha que uma mulher me colocou sobre o universo masculino foi-me feita hoje por uma amiga enquanto partilhávamos um café.

 

- Porque raio é que vocês não sabem limpar o cu devidamente?

 

Antes que vocês entrem todos em choque e comecem a congeminar teorias catitas envolvendo expressões como dirty bomb ou a cantar Who let the dogs out com uma letra deveras alternativa, vamos colocar a m*rda em contexto.

Esta amiga é casada. Conheço bem o marido dela. Bom rapaz. Mas aparentemente tem um pequeno problema de...digamos...flatulência sistemática com molho de chili. O que pelos vistos leva a que a roupa interior dele pareça um episódio do CSI, tal a quantidade de ADN espalhada numa peça de algodão e poliéster tão pequena. Ou como ela diz, "aquela m*rda parece uma pintura do Pollock sob o efeito de metanfetaminas!!!".

Portanto, a questão permanece. Com tanto papel higiénico de folha dupla, tripla, perfumada e toalhetes húmidos com aroma a caviar e derivados, porque raio alguns homens descuram a chamada higiene anal?

A verdade é que não sei. Desconheço inquéritos de rua sobre esta temática, estudos científicos ou até fetiches (desconheço serviços de relax que mencionem chuva castanha, só a variante dourada mesmo...).

Vamos tentar desconstruir este tema.

Homens, eu sei que o estrume é biodegradável. É usado como adubo. Mas isso não significa que vocês queiram um pessegueiro a nascer-vos nas bordas da peida. Não podem passar anos a chatear as mulheres para uma sessão de sexo anal quando a vossa peida parece um cenário dantesco do Charlie e a Fábrica de Chocolate... Mais importante que tudo, tudo isto seria uma não questão se os homens se dignassem a lavar a roupa que sujam. É que perante o cenário do rasto de m*rda que deixam para trás, das duas uma. Ou morriam horrorizados ou emolduravam e vendiam no Ebay. Para bem da humanidade, esperemos que seja a primeira opção. Mas vai daí, já vi Jesus Cristo a ser vendido numa torrada queimada portanto m*rda por m*rda...

Gato Pardo, japonese style...

Não desgosto da gastronomia japonesa.

Ok, desde que o peixe não venha a nadar alegremente na minha tigela de sopa de miso de tão fresco que ele é, parece-me bem. O resto pode cair na minha mesa que é literalmente devorado. O que me inquieta ligeiramente é o constante problema de comunicação entre a minha pessoa e o empregado que me calha. Eu falo português fluente, ele costuma falar mandarim arranhado com um toque muito fluente em matemática aplicada (sim, porque não vale a pena pedir os pratos pelo nome, o número é sempre uma constante). Como estava cansado de me alimentar bem, fui por estes dias jantar a um restaurante japonês. Sabem, um daqueles em que somos recebidos à entrada com um efusivo "Oláááááááááááááááááá", muito ao género Mr. Bean se o gajo abrisse a boca para dizer uma palavra que fosse.

- Sinhôles têlem reselva??? - perguntaram-me.

F*ck. A sério? Éles pelos érres??? Pensei logo que isto ia dar molho. Só fiquei na dúvida se ia ser de ostra, agridoce ou coisa que o valha.

- Temos. Sinhôles têlem reselva... Ok, foi mais forte que eu. Que querem, sou humorista em part time. É um cliché...

À medida que me dirigia para a mesa olhei de relance para a cozinha e vi dois do cozinheiros quase à naifada um com o outro aos berros. Tive um verdadeiro momento dejá vu. Recuei 20 e tal anos no tempo até ao Duarte e Companhia e só me lembrava do Frederico Cheong, o famoso "EU NÃO SEL CHINÊS, EU SEL JAPONÊS!!!"...

Cinco minutos passados chega o empregado e sai-se com esta pérola...

- Senholes quelelem comel???

Hã...Juro, já não há muito na vida que me deixe sem palavras mas essa tirada deixou-me os tomates a rebolar pelo chão...a rir!!! Pior mesmo foi a minha resposta...

- Comer? Então mas isto não é uma casa de massagens tailandesa? Ó diabo...

O gajo ficou da cor do wasabi ou seja, verde fluorescente e pirou-se. Voltou 10 minutos depois um bocado a medo.

- Já sabel o que quelem comel???

- Já. Basicamente tudo. Podes mandar vir o sushi, o sashimi, os combinados e o saquê... - disse.

- Um 18, 38, 81 e uma galafa de 25...Senhol já bebeu saquê? Tel glande glau alcoólico- disse ele. (Note to myself...Glande...Ahahahahahahahah!!!!)

- Não é para beber, é só para desinfectar o fígado. Ocasionalmente também uso nas minhas cirurgias no bloco operatório. Tenho um part time como cirurgião da Yakuza...

E aí é que foi o canto do cisne...O tipo deve ter pensado "Yakuza? Gajo de cabelo farto e barba semeada? Ainda com os dois mindinhos? Epá, o gajo é bom..."

Nunca vi tanto sake na minha vida. Levando em conta que aquilo foi bebido quente, tenho vagas memórias de como saí do restaurante...Julgo que foi na vertical, ligeiramente a cambalear e talvez a trautear alguma música tradicional que ouvi no "Império dos Sentidos" muitos anos atrás...

Uma caixinha catita que permite pesquisar as entranhas dos últimos anos de posts. Muito útil, principalmente porque nem eu já me lembro de metade do que escrevi...

 

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